Alegria, alguma "insanidade mental", virtuosismo e sabedoria. Leia-se, Hélton. Seguindo esta lógica de pensamento, vejo este guarda-redes brasileiro como o Mestre Splinter do futebol actual. Irreverência e erudição ao mesmo tempo. Divertido, sorriso de roedor sempre carregado no rosto parecendo que pertence a um mundo alheio, lá dentro, pisando a relva ou voando sobre ela, solta a "bengala" e assume a sua arte.
Até admito que ela possa ter existido, mas não me lembro, sinceramente, de uma falha clara de Hélton esta época. Importante, senão decisivo mesmo, em todas as eliminatórias que o F.C. Porto disputou na Europa League (e sim, até mesmo frente ao Spartak), foi um semáforo ao milisegundo na defesa portista. Fortíssimo nas saídas, extremamente seguro na disputa pelo ar(gestão de posicionamento, timing de salto, decisão de socar/segurar), bom no um-para-um (melhorou muito, não cai tão rápido), e ágil entre os postes, Hélton é, para mim, sorrindo(por vezes até mesmo com a bola nos pés), ou gritando, o mais louco dos sábios guarda-redes do futebol, pertencente a um top 10 mundial.
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