Filosofia e Identidade? Ou antes, Estratégia e Cinismo? Pode-se ler, se quisermos: "Guardiola? Ou Mourinho?". Ora, a resposta não reside em quantificar qualidades, até porque não é do que se trata. Trata-se, sim, de escolher/respeitar princípios. Princípios esses que foram sendo deixados através dos tempos. O Inter de Helenio Herrera e o catenaccio, a Holanda de 1974 ou o "El Toque" da Colômbia de Pacho Maturana, dos 90's. Qual destes, simboliza, afinal, o bom futebol?
Ora, para mim, a resposta é óbvia, e é, sem dúvida, aquele que provoca emoção, o que faz com que os adeptos adversários aplaudam a cada tabela ou drible mágico, só possível num mundo utópico, em que até o vendedor de chocolates paralisa! Esse, é o que me faz relembrar os grandes jogadores de outrora ainda melhores do que o que realmente foram, como se não fossem meros seres humanos, e sonhasse com cada talento que aparece. Aí, nessa galáxia emocional, Mourinho e Herrera não entram. São, contudo, símbolos indiscutíveis do futebol mundial, dos melhores que a bíblia do futebol conheceu.
Quando leio sobre competições e equipas que marcaram o futebol, fala-se da Holanda de 74, da Hungria de Puskas, do Brasil de 82, tal como, daqui a 100 anos, não se vai falar do Inter de Mourinho, vai-se falar, isso sim, nada mais nada menos do que... do Barça de Guardiola. Mas, descendo do Olimpo do futebol para a dura vida terrena, todas essas equipas do passado, no fim, perderam, reforçando ainda mais aquilo que foi o seu romance! Ninguém fala, no entanto, da Itália de 82, que até foi campeã do mundo.
No futebol, como na vida, o mais importante não são os troféus que se ganha. Ou, até podería ser, mas não era a mesma coisa...
Exactamente! Preferia ir à Luz todos os fins de semana e assistir a grandes espectáculos e o Benfica não ganhar títulos do que o contrário...acho eu xD
ResponderEliminarNão, não preferias xD mas devias..
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