sábado, 28 de maio de 2011

Anfield Road? Inferno da Luz? Claro, mas e a Hinchada Manya?

Foi na madrugada desta sexta-feira. Estava eu mais a dormir que acordado, à espera do começo do jogo da meia-final da Libertadores, Peñarol x Vélez. Pensava que já nada me podia acordar quando fiquei completamente embasbacado com o ambiente a que assisti. Despertei logo, obviamente. Juro que pensei seriamente se seria já o fim do jogo, devido a algum erro na transmissão ou algo assim. Fogo de artifício por todo o lado, que mais parecia uma passagem de ano de Pequim em pleno Estadio Centenario (capacidade para 65000 adeptos, no Uruguai claro), polícia de choque a sair pelos túneis, uma fumarada infernal que mal deixava transparecer o verde do relvado. Os adeptos, os petardos, a nuvem de fumo e as bandeiras e cachecóis, formavam a voz que se ouvia a proferir, autoritária: "E agora, Vélez?" . Eu pensei que o Peñarol já tinha ganho o jogo antes de ele sequer começar. E... talvez assim tenha sido. Peñarol 1-0 Vélez . A cabeçada de Dário Rodríguez, veterano da casa, levava essa mesma voz e alma dum clube histórico, que queria fazer... mais história. O jogo nem foi muito rico, a equipa uruguaia assentou basicamente num esquema mais defensivo, tentando surpreender em contra-ataque, por Mier, Martinuccio e Olivera (Corujo também, mas pareceu-me ser menos vertical, joga como médio ala direito, mas quase como um segundo lateral). O Vélez dominou em posse de bola, criou algumas situações (grande jogo de Ricky Alvarez), mas esbarrou quase sempre contra a muralha do Peñarol, onde destaco Carlos Valdéz, central emprestado pelo Reggina, e, claro, a parede invisível construída pela Hinchada Manya. Vale a pena voltar a ver um jogo importante do Peñarol, naquele estádio, para assistir ao que se joga desde a bancada, é um ambiente lúgubre e fantástico ao mesmo tempo, tudo depende... de que lado se joga.

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