O F.C. Porto vence a UEFA Europa League, mas, mais do que isso, vence dando a sensação que passeou por lá, alegremente. Este é o melhor elogio que posso fazer a esta equipa.
No fim, Porto e Braga disputavam mais do que uma mera final, na minha opinião. Punham em jogo também a resposta a uma pergunta que vai continuar a ser posta no futebol moderno: poderão homens como José Mourinho (o mais fiel apóstolo da estratégia) pôr um fim às ideologias e estilos no futebol? André Villas-Boas, nessa final, disse que não.
O Braga inverteu o triângulo do meio-campo, jogando com um médio mais recuado e dois volantes à sua frente. Vandinho-Custódio e Hugo Viana. Este último, na minha opinião já demasiado lento para poder dar velocidade na transição defesa-ataque, já que o passe longo nunca resultou (gostava de ter visto Salino), ficava mais, dando liberdade a Custódio (grande jogo). A ideia de Domingos foi clara, jogar num bloco médio-alto, dificultando não a saída em posse do Porto, mas a sua fase de construção a meio-campo (vi Falcao descer à linha de meio-campo duas ou três vezes), marcando em cima Guarín e Moutinho, com Paulo César e Alan muito bem a fechar (Guarín gosta muito de entrar no espaço que Hulk deixa quando vem para dentro). Com isto, surpreendeu muito a equipa azul e branca,e vi mais Braga no primeiro quarto de hora. Depois, a solução encontrada (fantástico Otamendi) passou muito pelo jogo mais directo para Hulk e Varela, que tentavam aproveitar o espaço nas costas dos médios, para, assim, obrigá-los a recuar, e, aí, poder fazer o seu "tiki-taka". Sucedeu que muitas vezes a linha defensiva do Braga subiu demasiado (não me pareceu que Domingos o quisesse) para não dar espaço a Hulk ou Varela de receber, e a bola passou a entrar... nas costas deles. O Porto cresce, e chega ao golo (Falcao, com o salto de trampolim e o seu jeito artístico, mas cheio de alma a cabecear, disse logo a Artur que ia ser golo). O Braga ainda conseguiu uma chance flagrante por um erro de Fernando, numa pressão excelente de Mossoró, em que Hélton brilhou. Contudo, nunca conseguiu incomodar verdadeiramente o F.C.Porto, e este, sempre fiel à sua filosofia, venceu... a estratégia.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Porto e Braga. Mais uma vez, um duelo entre filosofia e estratégia.
O F.C. Porto vence a UEFA Europa League, mas, mais do que isso, vence dando a sensação que passeou por lá, alegremente. Este é o melhor elogio que posso fazer a esta equipa.
No fim, Porto e Braga disputavam mais do que uma mera final, na minha opinião. Punham em jogo também a resposta a uma pergunta que vai continuar a ser posta no futebol moderno: poderão homens como José Mourinho (o mais fiel apóstolo da estratégia) pôr um fim às ideologias e estilos no futebol? André Villas-Boas, nessa final, disse que não.
O Braga inverteu o triângulo do meio-campo, jogando com um médio mais recuado e dois volantes à sua frente. Vandinho-Custódio e Hugo Viana. Este último, na minha opinião já demasiado lento para poder dar velocidade na transição defesa-ataque, já que o passe longo nunca resultou (gostava de ter visto Salino), ficava mais, dando liberdade a Custódio (grande jogo). A ideia de Domingos foi clara, jogar num bloco médio-alto, dificultando não a saída em posse do Porto, mas a sua fase de construção a meio-campo (vi Falcao descer à linha de meio-campo duas ou três vezes), marcando em cima Guarín e Moutinho, com Paulo César e Alan muito bem a fechar (Guarín gosta muito de entrar no espaço que Hulk deixa quando vem para dentro). Com isto, surpreendeu muito a equipa azul e branca,e vi mais Braga no primeiro quarto de hora. Depois, a solução encontrada (fantástico Otamendi) passou muito pelo jogo mais directo para Hulk e Varela, que tentavam aproveitar o espaço nas costas dos médios, para, assim, obrigá-los a recuar, e, aí, poder fazer o seu "tiki-taka". Sucedeu que muitas vezes a linha defensiva do Braga subiu demasiado (não me pareceu que Domingos o quisesse) para não dar espaço a Hulk ou Varela de receber, e a bola passou a entrar... nas costas deles. O Porto cresce, e chega ao golo (Falcao, com o salto de trampolim e o seu jeito artístico, mas cheio de alma a cabecear, disse logo a Artur que ia ser golo). O Braga ainda conseguiu uma chance flagrante por um erro de Fernando, numa pressão excelente de Mossoró, em que Hélton brilhou. Contudo, nunca conseguiu incomodar verdadeiramente o F.C.Porto, e este, sempre fiel à sua filosofia, venceu... a estratégia.
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